Opinião

A revolução da Covid

O mês de março de 2020 marcou uma profunda mudança da nossa realidade a todos os níveis, abrindo-nos portas para algo que nunca tínhamos imaginado. Em Portugal, como em Espanha, onde me encontro, foi nesta altura que, de um momento para o outro, vimos ser declarado um estado de emergência que mudou por completo a nossa vida e a nossa forma de trabalho.

segunda-feira, 08 junho 2020 09:07
A revolução da Covid

 

Os dias que se seguiram constituíram um enorme desafio para as empresas de todos os setores, as quais foram obrigadas a repensar estratégias, redefinir metodologias, formas de trabalho e comunicação, tanto com as suas equipas como com os seus públicos externos, clientes, parceiros e fornecedores.

Estarmos perante um inimigo comum, que coloca em causa um princípio básico como a saúde, levou a que muitas empresas assumissem durante este período uma comunicação mais centrada na sua responsabilidade social, assumindo o papel de promotores de saúde pública, reforçando a mensagem das entidades de saúde. Dos mais variados setores veio o apelo a que ficássemos em casa, que nos protegêssemos, para desta forma também protegermos os outros. Ao mesmo tempo assumiu-se o reforço de um espírito de comunidade e de união, em que se multiplicaram os agradecimentos a todos os que estão na linha da frente. Muitas empresas encontraram aqui formas de reforçar o seu espírito de pertença, reforçando os agradecimentos às suas equipas internas.

Como diz o provérbio japonês, “as dificuldades são como as montanhas, elas só se aplainam quando avançamos sobre elas”. Perante uma nova realidade, veio ao de cima a nossa capacidade de fazer diferente e de nos reinventarmos. No setor em que trabalho, em que existe um contacto muito direto e presencial com o cliente, as empresas tiveram de reforçar rapidamente a sua aposta no digital. De facto, assistimos nestes dias a um aumento exponencial das comunicações à distância e isto foi transversal a todos os setores da sociedade e a todas as faixas etárias. Verdadeiramente e de uma forma bastante antagónica, a distância tornou-nos mais próximos e a comunicação passou a ser muito mais interpelativa e direta, como se de algum modo falássemos para aquela pessoa em específico, procurássemos de algum modo confortá-la, porque estávamos perante uma experiência simultaneamente pessoal e coletiva.

Na comunicação, como em todas as áreas, talvez no futuro iremos falar do tempo pré-covid e pós-covid. A forma como nos relacionamos mudou, a nível pessoal, a nível profissional e provavelmente muitas das ferramentas excecionalmente introduzidas neste período vieram para ficar. Agora que começamos a lentamente a voltar a esta nova “normalidade” temos que nos perguntar o que aprendemos com a Covid?

  

Miguel Ángel Arana, diretor de marketing da Murprotec em Espanha e Portugal

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