Opinião

2021, o ano das novas plataformas digitais?

O Marketing de Influência não é atual mas podemos admitir que apenas recentemente teve o seu grande boom. Se há uns tempos eram as celebridades que faziam campanhas publicitárias e davam a cara por um produto ou serviço, hoje sabemos que a presença de qualquer pessoa nas redes sociais pode ser rentabilizada para essa missão.

terça-feira, 05 janeiro 2021 10:58
2021, o ano das novas plataformas digitais?

 

A grande diferença reside na autenticidade e genuinidade dos conteúdos que passaram a ser um dos pilares mais admirados e procurados pelo público, podendo criar algum constrangimento com as marcas que continuam a ter um papel ativo na criação dessas mesmas publicações, quando o marketing de influência não pode ser considerado um anúncio.

De facto, uma estratégia de marketing de influência robusta pode envolver celebridades, mega influenciadores, macro, micro e os nano-influencers, mas é inegável que o número de seguidores e de likes está a perder o seu protagonismo. A qualidade dos conteúdos está a ganhar terreno e a ser um verdadeiro desafio para todos os influencers, já que os próprios algoritmos das plataformas estão cada vez mais exigentes, o que não permite o alcance que cada conteúdo tinha há uns anos (e até meses), implicando o crescimento rápido destes influenciadores.  

Além disso, o nascimento de ferramentas que filtram e analisam cada perfil numa rede social, identificando a percentagem de fake followers, a nacionalidade dos seguidores ou mesmo dados autênticos de engagement, fará com que as próprias marcas sejam ainda mais exigentes no perfil que selecionam para falar do seu produto.

Focando nestas variadas alterações que as redes sociais vieram a sofrer nos últimos tempos – a título de exemplo, hoje vemos um Instagram a ter ferramentas que substituem o Tik Tok, o YouTube, até alternativas ao próprio E-commerce –, estamos convictos que no ano de 2021 surgirão novas ferramentas que venham responder a esta dificuldade de compreensão do algoritmo, mantendo a forma de como os conteúdos são construídos. Os vídeos e a originalidade continuarão a ser uma tendência, e este mercado do microblogging continuará a ter o seu espaço.

Na verdade, dando um vislumbre pelo passado, observamos que houve uma geração que saiu do Facebook e passou para o Instagram com o objetivo de fugir à publicidade que estava a ganhar espaço na rede. Essa mesma geração passou para o Instagram que vê agora algumas dificuldades no engagement com os seus seguidores. Podemos, assim, admitir que a história se responde a ela própria. Por isso, estamos expetantes para este novo ano e para tudo o que nos possa trazer.

Com a possibilidade do Facebook ter de vender o Whatsapp e o Instagram, vejo que poderá existir espaço para outras ferramentas aparecerem de forma mais recorrente e com maior impacto reduzindo o poder monopolista do Facebook.

Bruno Salomão, Country Manager na SocialPubli

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terça-feira, 05 janeiro 2021 11:00

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